Ruibarbo

PANC – Plantas Alimentícias Não Convencionais


Sin.: Rheum rhabarbarum, Rheum x cultorum ou Rheum raponticum
Nomes populares: ruibarbo-palmado ou ruibarbo-do-campo

Ruibarbo

Características – herbácea que apresenta estrutura de reserva perene (rizoma). Possui folhas grandes (20-50 cm x 15-50 cm) verde-escuras, ovaladas ou cordadas. O ápice destas folhas é obtusamente arredondado, contém de 3 a 7 nervuras e pubescência nas nervuras próximas a base, sendo sustentadas por pecíolos que chegam a 35 cm de comprimento e 2 cm de diâmetro. Produz pequenas flores agrupadas em capítulos grandes e folhosos, esverdeados ou avermelhados, chamadas panículas. Estas podem atingir 1,5m de altura, suas flores são brancas esverdeadas e contém 6 sépalas. O fruto é ovóide, aquênio e possui mais de 1 cm de comprimento.

Usos – originária da China e amplamente cultivada na Europa, apresenta rizoma medicinal, talos comestíveis e folhas tóxicas. Suas folhas e talos brotam no final do inverno, apresentando talos avermelhados e folhas grandes e rugosas. No Brasil é mais comum na região Sul devido a sua adaptação a climas frios, muito cultivado em hortas domésticas. Sua raiz é usada para o tratamento de úlceras gástricas e também como laxante, possui propriedades antibacterianas e antifúngicas, protegem o sistema digestório, os rins e tem potencial antitumoral. Em sua composição há antraquinonas como o emodin, aloe-emodin, rhein e ácido oxálico. Este último responsável pela toxidade nas folhas.

Propagação – tanto por sementes como por rizomas.

Usos Culinários – o ruibarbo foi introduzido como alimento na Europa no século XVII e chegou as Américas no século XIX. Como planta comestível, seu pecíolo possui sabor único, utilizado em tortas, doces, geleias e sobremesas. As espécies utilizadas para fins alimentares e medicinais são R. officinale L. (Ruibarbo chinês), R. palmatum L. (Ruibarbo turco) e R. rhabarbarum L. (Ruibarbo de jardim), sendo o último o mais utilizado atualmente. O ruibarbo cultivado no Brasil apresenta sabor menos ácido. Em uma xícara de pecíolo picado cru encontram-se 29 calorias, 0,2g de gordura, 5mg de sódio, 0,8 g de proteína, 7g de carboidratos, 266 mg de cálcio e 7 mg de vitamina C, sendo assim importante fonte de cálcio e vitamina C. Seus talos são apreciados na culinária do Hemisfério Norte, em tortas, geleias e molhos, sendo sempre consumido após cozimento. As folhas nunca devem ser consumidas.

Fonte: Mariana M. Kugler – Bióloga, PUCPR e Agrônoma, UFPR.